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14/10/17


There is a sense of being your own
On your own
In the loneliness of one
A brand new star
No old why
No why
No where
Now what
Is it dark
Or bright
Bring me sun
Over the clouds
I am getting the sense
Of my own
On my own



Pic in
https://iso.500px.com/stunning-black-and-white-nude-bodyscapes-nsfw/
Without
YOU
There is a sense
Of not feeling
Thereafter
After YOU
A too becoming one becoming own
There is a sense of not knowing
Who is the ME without you…








08/09/17

Happy 8th Anniversary


Desnuda a tua vida para mim
Conta-me tua historia
Canta-me tuas memorias
Traduz a tua alma
Entrega-te ao meu toque
Tenho calma...
Nua
Todas as fases da Lua


Desnuda a tua vida para mim
Fala-me de Amor
Teus desamores
Por onde andas
Como te expressas
O que te encanta


Desnuda a tua vida para mim
Eu sem pudores
Temores Ausentes
Assim
Desnudo a minha... shhhhh...so para Ti


Picture in http://sandvand.net


29/12/15

Nosso (Ours)

Sinto tua falta. Sinto. Profundamente. Falta de teu olhar. Teu toque. Teu beijo mágico. Tinha medo...e passou. Assim que começou. O Nosso. Como dizes. Sinto. Tua presença. Tua voz perto de mim. Tua calma. Tua paciência. Tua dedicação. Tudo em ti. Sinto falta. de descobrir pequenas coisas a cada dia. A cor dos teus olhos. Não é um castanho qualquer. É único. Doce. Como tu.
Sinto.... saudades de ti. De mim contigo. Nossas conversas. És tão minha Amiga. Companheira. E eu sou tua também. Obrigada. Por me fazeres acreditar. De novo. Sinto falta. de teu corpo. Tua pele. Tuas mãos. Tua língua. Não tenho pudores. Sou tão Mulher contigo. Sinto falta. De tua Luz. Teu brilho. Tua inteligência. Tua arte. Teu Humor. Nosso Amor. Tua forma de estar. Teu Ser. Teu viver.
Sinto...Frio. Tristeza. De pensar que possa passar. Que seja o que foi e nada mais. E termine numa lembrança. Que não seja mais. Que não te tenha mais. O Nosso. Morro um cadinho todos os dias porque te sinto a ti e a nós...tanto. E não estamos juntas.

 To N.
V. Isabel Medina
O Nosso by Nós

from your eyes an iceberg my heart may seem.....but make no mistakes, a burning flame feeling all as deep as the ocean it is

V. Isabel Medina

25/08/15


Meu lugar preferido/Nos teus braços

………………………………..Conto minutos
Meu momento proibido/Nos teus abraços
…………………………………Descobrir-te
……………………………….É conhecer-me
O que eu não sabia ser/O que eu não entendia querer
Pareces perto/Quando me embalas com teu riso
Renasce em mim o sorriso/Pareces certo
Mais que real…estou no ir/Teu olhar
Neste prazer de nos sentir/De nos esperar
………………………………A nossa viagem
……………………………...Dentro de nós
………………………………Meu teu corpo juntos
Meu lugar preferido/Meu momento proibido
To N.

by V Isabel Medina

Já não sei escrever…apenas sentir. Já não quero dizer. Apenas tocar. Fazer-te. Fazer-me a ti. Em ti. Adoro enroscar-me na tua pele. Basta-me pensar-te. Em mim. Dentro de mim. Abraçada.  Vibro. Enlouqueço. Intenso. Esqueço. Do que sou. E lembro-me do que me fazes ser. Tu me manques. Quero. Quero-te toda. Para mim. As horas. São segundos agora. Vamos embora. Faço meu mundo contigo. Falo. Ouço-te. Encanta-me…a tua voz. Teu riso. Meus olhos morrem nos teus. Renascem. Caliente. Sou tua. Tudo que eu queria. És minha. Delícia esse teu beijo. Teu seio. Tuas mãos. Teu corpo. Meu pouso. Repouso. Paz. Canso. Descanso. Mais e mais e mais e mais. Nem preciso pedir. Fazes-me sorrir. Acreditar. Voar. Já falei que adoro este teu rosto? Entra em mim. Deixa-te estar. Não vás. Não tragas. Mais ninguém. Só eu. E tu. Minha. Amiga. Companheira. Mulher. Te gosto. Sou tua. All yours. Já sabes.

 

                                                                          Que vais fazer acerca disso?
by V. Isabel Medina

23/08/14

Helmut Newton



Acabou


Sempre triste quando sabe-se que é o fim


Parte-se sem olhar para atrás


Numa viagem de comboio

- Dia de chuva qualquer

Pela janela, nas colinas verdes, nuvens no céu

Feito tela de TV

Passam as imagens de vocês, juntas

Vês a cama em que ela te amou

Fez-te sentir todo o teu corpo – cliché, mas como nada antes

Nada como jamais,nunca mais?

Quando ela te beijou, vezes e vezes na pausa de um filme

O vosso preferido – delicioso encontrar quem tem exactamente o mesmo gosto que o teu

Alguém com quem conversas, e sentes confortável no silêncio de horas

Sorriso

Lágrima

Teu cigarro, a mesma marca do dela, o vinho tinto, a comida, as músicas que ouvias com ela

Nada mais será igual

Perde-se o sabor

Pensas nas brigas, tentando mitigar a dor

Sentes - “Talvez não tenha sido amor…”

Mas…ainda assim quero então não amar

Mais e mais vezes…

by Isabel Medina

Photo by Helmut Newton

05/11/13

Regret



Will you miss?
My heart beating in your chest

Hands caressing your face
My lap where you could quietly rest and fall asleep away from your troubles

The body you made yours
To love and tenderly free all hidden passion

 
Will you come back?
For the kisses you desired the most

Lips you laid yours

Smile, laugh, companionship…tears
Softly truly whispered ‘I love you’

 
Will you forgive?

Yourself for the lies
Goodbyes

Painful words
Angry days

All the humiliation

 Will you want it back?
All good now you know was there for you
All love’s embrace

As you are

All wrong
Believing your inner good as well

 
I know you will miss it

I know you will come back for it
But I won’t forgive

I don’t want you back

Hope you find your way
Mine never meant to be by your side

 by Vânia Isabel Medina
Que parta
Quem tanto partiu meu coração
Tantas vezes
De todas as possíveis formas
 
by Vânia Isabel Medina

21/10/13

Afinal talvez seja amor...


Não sei se o que me prende a ti é amor…se isto é amor. Ou apenas um cansaço. De começar de novo. Procurar meu alguém. E não encontrar. Quem me dê tanta tesão. Que faça o meu corpo arrepiar só de pensar nela.  Com quem faça amor e sexo e tenha orgasmos loucos. Aquela com quem partilhe tanta coisa. Um cigarro. Uma taça de vinho. Nights out. Jantares. Sabores diferentes. Viagens. Música. Filmes. Alguém com quem goste de conversar. Alguém para quem olhe e sinta – ela é linda. Querer abraçá-la, beijá-la e tocá-la a todos os momentos e de todas as formas. Querer protegê-la e fazê-la feliz. Um sorriso, uma gargalhada, um dia feliz. A mulher  que me faz sorrir ao enviar uma mensagem de bom dia. Aquela com que adormeço e acordo feliz. De quem tenho saudades na estação de comboio, antes mesmo de vê-partir. E penso - tempo passa depressa para que eu possa estar com ela de novo.  Afinal talvez seja amor…
Materi Photography
 
I may give a hundred chances, forgive a hundred mistakes as long as they concern different issues. That's who we are. Perfectly imperfect individuals making mistakes throughout our journey in order to learn and become a better person. I understand that. What I am not able to get and forgive is the same mistake made over and over again, hurting yourself and the ones you love, doing nothing to change.
Then Yes, I may forgive a hundred times as long as is not exactly the same that happened in one of the other 99 times. If it is, I'll just walk away...

By Vânia Isabel Medina

06/10/13

"The Great Fires", Jack Gilbert

Hakim Majid Abbas's Photography
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

"Love is apart from all things.
Desire and excitement are nothing beside it.
It is not the body that finds love.
What leads us there is the body.
What is not love provokes it.
What is not love quenches it.
Love lays hold of everything we know.
The passions which are called love...
also change everything to a newness
at first. Passion is clearly the path
but does not bring us to love.
It opens the castle of our spirit
so that we might find the love which is
a mystery hidden there.
Love is one of many great fires.
Passion is a fire made of many woods,
each of which gives off its special odor
so we can know the many kinds
that are not love. Passion is the paper
and twigs that kindle the flames
but cannot sustain them. Desire perishes
because it tries to be love.
Love is eaten away by appetite.
Love does not last, but it is different
from the passions that do not last.
Love lasts by not lasting.
Isaiah said each man walks in his own fire
for his sins. Love allows us to walk
in the sweet music of our particular heart."
by Jack Gilbert
Hakim Majid Abbas's Photography in https://www.facebook.com/BlackAndWhitePhotography.Megashot

18/07/13

image by deadpoet88.wordpress.com ;
A Vial of Tears
I thought you said you love my smile. Then why you keep making me crying.

Vânia Medina

05/02/13

Há Pessoas

Há Pessoas" que tenho conhecido. E que abrem a porta quando bato. Às vezes com algo tão simples quanto uma palavra ou gesto delas, num único momento - que na maioria vezes não se dirigiu a mim especificamente, mas que me inspirou a ser melhor. Isto é meu Obrigada a essas pessoas!

Knock. Knock.
Ainda existem brilhos reais por aí? A espontaneidade. A verdadeira beleza – a sinceridade. A capacidade de mostrar um sorriso, e com a mesma naturalidade uma lágrima?
Sofre menos quem se esconde por detrás de um sorriso que não é real?

Vivo deste meu olhar do mundo que, apesar de não carregar a mesma inocência que me caraterizava há anos atrás, agora embrulhada na minha maturidade, não deixa de ser verdadeiro.
De se mostrar exatamente como se é. De sorrir quando se está feliz e chorar se a tristeza invadir. Transição de um momento para o outro que muitas vezes se dá no espaço de uma palavra dita e sentida, de um beijo negado, de um sentimento não correspondido.

Knock. Knock.
Há pessoas leais. Amigas? Que fazem um elogio verdadeiro sem estarem a esperar algo em troca. Simplesmente porque conseguem ver e dizer o melhor das pessoas e fazem-no de forma livre, como quem acarinha suavemente.
Pessoas educadas. Simples.

Há pessoas?
Que me compreendam?
Que não tenham medo de minha abertura à vida. Que não esperem que aja de forma bonita a toda hora, como se antes de sair de casa tenha ensaiado cada gesto, cada palavra, cada copo que levo à boca, cada passo para que não tropece. Como se houvesse espaço para representação e nenhum para a naturalidade. Espontaneidade.

Há lugares, há pessoas?
Com as quais seja possível conectar. Conversar. Abraçar. Beijar. Estar. Olhar em silêncio. Conhecer. Dar-se. Profundo. Sincero.

Hoje parece-me tudo tão superficial. Tão descrente. Ninguém se mostra. Porque o outro não quer ver. Porque não se sabe se o outro se vai mostrar. Porque ninguém mais tem paciência. Querem que todos estejam bonitos, no seu melhor. Sorrisos perfeitos.
Arranjem-me uma máquina fotográfica que eu possa carregar por aí e ver que nestes rostos há um cérebro. Nestes corpos há um coração a bater. E outros orgãos bem feios. De beleza esta ilha está cheia. Quero ver e sentir essa "feiura". Real. Deixem as máscaras para o Carnaval.

Deixem, por favor, de me dizer que estou errada por ser aberta às pessoas e à vida. Não me critiquem porque há dias em que não estou bem.Em que faço asneiras. Eu e cada um de nós somos sorriso e drama. Carregamos o seu peso e nos fazemos deles.
Sou muito consciente de meus defeitos. Sempre foi mais fácil percebê-los do que minhas qualidades. Por várias razões. Mas a cada dia vejo que pessoa sou. E que pessoas existem.

E não me canso de dizer –sou esquisita, mas sou eu, muito verdadeira, cheia de amor e sinceridade. Cada sorriso que dou é sentido. Cada tristeza também. De mim só levas palavras reais.
Cheguei ao limite em que não admito julgamentos – seja do que for, de quem não me conhece.

Não admito pessoas na minha vida que confundam a minha capacidade de amar, a minha educação, paciência com fraqueza e abusem dela. Expulso com ferocidade, que se iguala em medida à minha humanidade e doçura.
Não admito que ninguém me trate mal. Já deixei. Já perdoei. Inclusive a mim. Talvez seja isso – o facto de ter feito muito mal a mim de tantas e tantas formas e de ter conseguido perdoar-me, de ter conseguido renascer e avançar, fez-me capaz de perdoar os outros.

Até hoje tento não julgar as pessoas. Tento perceber o que os motivou a ter determinada atitude. Ouço-as. Tento perceber.
E o que peço delas é que da mesma forma que abraçam e admiram a minha luz, meu otimismo e minha alegria tão Budistas, que acarinhem este meu lado tão humano e cheio de defeitos, de tristeza e erros, momentos menos bons. E perdoem.

Há pessoas em nós. Pessoas Yin e Yang. Há que se abraçar ambos. É o que nos faz real. O equilíbrio entre essas pessoas. A quem lhe interessar apenas o Yang – seu e dos outros, não lhe interessa o que realmente importa – a pessoa, o todo. Por mais que assuste. Deve também aproximar. É assim quando se quer alguém de verdade.
Há pessoas em mim. Muitas. Minha essência é ser uma boa pessoa. Simples e crente. Sorriso. E assim quero ficar. Mas também sou aquela mulher que tem dias melancólicos, e que erra.

Cheguei ao impasse que tanto temia. De estar em cima do muro. Entre o que sempre acreditei e a descrença. Entre o amor imenso e o vazio. Entre o ser e sentir tudo e o sentir nada.
Antes que caia para o lado errado percebi finalmente que há pessoas por aí. Muitas. Que não interessam. Que não fazem parte.

Há também aquelas que interessam. E fazem por isso em cada momento que estão juntos.
Há pessoas por aí.

Peneirei e poucas ficaram.

By Vânia Isabel Medina
5 de Fevereiro de 2013

01/02/13

Click



by Tito Elbling "Body Heart"
When you see someone you like your body can instantly react...

When you see someone you like your heart can instantly react...

When you see someone you love both your heart and your body will instantly react...

 ........and that's the most amazing feeling ever  

by Vânia Medina

17/10/12

"When I See You"

 
 
 
in Alireza Bozorgmir Photography (Facebook)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
...vou partir

porque não estou sabendo mais ficar

sem ti

agora que sei que existes

 tento voltar a acreditar em amar

alguém que me ame de volta

alguém que vou procurar

 - alguém parecido contigo

e tentar encontrar

algures

algum dia

por aí

estou no ir...

by Vânia Isabel Medina

11/10/12

Cura-me...de Ti!

Cura-me de ti
Não sorrias tanto/Não rias/Seja mal-humorado
Cura-me de ti
Diz-me que adoras Michel Telo
Em vez de Coldplay/E Mozart
Diz-me que não suportas música
Em vez de estares horas a ouví-la
Cura-me de ti
Diz-me que achas August Rush lamechas
E não que é “sab e bnit”
Cura-me de ti
Veste-te à “West Side Story”
Não tenhas tanto estilo/De chinelos/Com aquela camisa preta/Ou sem ela
Cura-me de ti
Não escrevas poesia
Não sejas simpático/Não digas que ficas triste porque estou triste/Não me dês atenção/Não me ouças/Não me olhes /Não me fales/Minta-me
Cura-me de ti
Dá-me uma razão ao menos para não te gostar
Além de não gostares de mim
Cura-me de ti
by Vânia Isabel Medina

07/10/12

Ver-te ou não te ver


"A dor dói!(...)Acho que a minha alma precisa de um penso rápido."
in Peanuts by Charles Schulz

Se minha vida fosse um filme seria um drama. Recheado de dilemas. Nesta fase de minha vida, estou com mais um. Supostamente o dilema maior seria o “ir ou ficar”,  mas não. Até esta decisão parece-me fácil. Depende de mim, apenas. Do concreto. De meu querer. De fugir à estagnação. Às lágrimas. Libertar meu potencial. Meu dilema maior neste momento és tu. É esta coisa absurda que sinto. Que não percebo como pode ser possível. Não me faz sentido. Nada. Gostar de quem nunca toquei. Com quem pouco falei. Nenhum momento real de partilha. Mas que parece que conheço. E mesmo não sabendo explicar...faz todo o sentido. Este sentimento em que não há decisão. Minha. Não queria. Ainda não quero. Já tinha aprendido a viver de minha solidão. Fechada. De não acreditar. Gostar de ti. Irrita-me. Frustra-me. Não escolhi. Aconteceu. Não te olhei assim. Aconteceste. E consegui aceitar. Para minha sanidade mental, tive de o fazer. Gostar de ti. Faz-me feliz. Aquece-me. Confunde-me. Perco-me. Torço para não te ver e quero ver-te todos os dias. Se não te vejo, se não me cruzo contigo digo para mim mesma é porque não tens mesmo de fazer parte de minha vida. Conforta-me tua ausência em meu olhar. Porque aí sei que vai passar. Mais um cliché que me agrada - "longe dos olhos, longe do coração". Se te vejo, expludo de alegria. Coisa bonita. Conforta-me tua presença porque percebo que ainda estou viva e sou capaz de sentir. Meu coração começa a bater desenfreadamente. Sinto vida. Sinto. Não vejo nem ouço mais nada. E no segundo a seguir consigo sentir apenas tristeza. E doí. Caraças, como doí. Porque ver-te ou não te ver resume-se a ter-te ou não te ter. Não te ver é não te ter. Ver-te é sentir – tudo. Ver-te é saber o que nunca vou ter. E o dilema acaba aqui.

By Vânia Isabel Medina

20/08/12

Caixinha de Sentimentos


Normalmente fazemos determinações de mudança no final e início de cada ano. Eu aprendi a recomeçar em qualquer altura. Basta sentir que seja necessário.
Hoje acordei com vontade de mudar, dar um passo a frente  e falar do que me vai na alma.
Há momentos destes, em que sentes que deves avançar, em que sabes exatamente o que fazer, como fazê-lo, o que dizer, a quem.
Hoje, da minha caixinha de sentimentos, decidi que pessoas retirar, que pessoas manter e aquelas que vou manter e amar sempre.
Comecei por decidir que há pessoas que não quero mais em minha vida. Pensei que devia olhar estas pessoas nos olhos e explicá-las a razão pela qual me afastaria delas. No final, cheguei à conclusão que não valia a pena! Pelo mesmo motivo que as queria fora de minha vida. Não me merecem. Silenciosamente apaguei o perfil delas do meu grupo de amigos no Facebook, apaguei o contato no móvel e as mensagens que guardava com tanto carinho. Falta apagá-las de mim. Há certos clichés e frases feitas de que gosto e “o tempo cura tudo” definitivamente é uma delas.
Sei agora que há pessoas que quero manter em minha vida mas repensei o lugar delas e estavam num patamar muito elevado. E sem nenhum problema, coloquei-as abaixo disso.
Tenho conhecidos, e com estes continuarei a ter a mesma atitude amável, de respeito e humildade.
Faço amigos facilmente e continuarei a fazê-lo. São pessoas que fazem parte de minha vida, com as quais partilho vários momentos, aprendo,  e que inevitavelmente ficarão nela de alguma forma, sempre, nem que um dia a única coisa que digas seja um olá. Aquelas que mantenho mesmo quando me magoam, porque errar é humano. Perdoo. Porque o meu carinho por elas faz isto acontecer. Porque no final merecem estar no meu coração.
Grandes amigos, aqueles que não basta explicar, é preciso sentir. São poucos o que o conseguem ser, em minha vida. Hoje, tenho 4. Comparo-os com os dedos de minha mão, a qual fecho juntando os quatro e o polegar sou eu protegendo-os. São meu tesouro. Estes acarinharei ainda mais.

Descobri que tenho alguém a quem posso chamar “My Person”. Tenho um amor tão grande por ela que quero protegê-la até de mim e das coisas que faço que possam magoá-la. Vejo nela uma beleza que me comove e faz-me querer ser melhor.

Minha família. Minha marca maior. E hoje percebi que, mesmo estando neste momento numa das piores fases de nossa vida familiar, em que tudo parece estar em causa, ainda assim amo-os tanto que não os trocaria. Quero este Pai, esta Mâe, este Irmão, que é metade meu Filho.

Hoje, quis mais do que nunca olhar para ti e dizer-te tudo. Faltava só isso para que eu finalizasse este passo de mudança.

Toda a minha vida a procura maior foi deste Amor de Mulher e Homem, ou Mulher e Mulher.

Intensa, impulsiva, impaciente. São caraterísticas minhas que me fizeram viver o melhor e o pior das relações. Minha vida amorosa nunca foi monótona. Mesmo nos momentos em que decidia ficar sozinha parcecia que o Universo provocava e trazia paixões… e eu jamais recusei o “desafio”. Ainda assim tive sempre este sentimento de “something missing” e de entrega incompleta.

Agora conheço-te. Tudo mudou. Olho para ti e vejo-me a sentir… Como se meu corpo, minha cabeça e meu coração estivessem perfeitamente sintonizados. Não sabia que isso fosse possível. Em nenhum momento tinha conseguido tal proeza emocional.  

Apetece-me dizer-te “Gosto de Ti”. O porquê de não o fazer é que me dá a certeza do que sinto.

Hoje, pensando de mim para ti e de ti para mim, finalmente admiti que o sentimento do outro lado não é o mesmo, e por tal preciso avançar e decidir como ficas na minha caixinha de sentimentos.

É minha - e só minha, a responsabilidade de gostar de ti. Tu jamais o alimentaste, de forma alguma, jamais criaste qualquer expetativa em mim senão de uma amizade que poderia crescer entre nós. 

Este sentimento trouxe-me um dos melhores momentos de minha vida, do sentido do meu eu, de entrega, de calma e viver com alma.
Vi o quanto mudei nestes meses. A maturidade deste sentimento que me faz  estar e ser serena e paciente, tanto que escolhi, pela primeira vez, ficar calada ante a evidência. Coisa que nunca fiz desde que me tornei Mulher. 
Com ele veio também uma maior consciência de mim. Da minha insegurança, da falta de auto-estima que me faz agir como uma idiota em determinados momentos e que me diz que nunca gostarás de mim. Que acaba por ser compensada, em certa medida, – embora não a desculpe, pela segurança na minha personalidade e inteligência, no amor que dou, a paz que transmito e minha humilde abertura à vida e às pessoas, que me diz que terias sorte em gostar de alguém como eu. Da mesma forma que sinto ter sorte por gostar de ti.

Ficou também a certeza de minha natureza apaixonada, que prefere o real – ser tocada e amada. De alguém que quer o romance, mãos dadas, rir, conversar, estar. Viver emoções. Abraçar forte. A entrega física e emocional.

Não faço planos. Sou mais de viver cada dia intensamente. De entregar-me e sentir o outro a abandonar-se em mim, sem reservas. Não sei viver um amor platônico. Meu coração é intenso demais para isso. Meu corpo exige a presença. Dizer a olhar, a tocar. Não sou pessoa que queira esconder o que sinto. Não seria verdadeira comigo.

Sei que prefiro ter-te na minha vida como amigo do que não te ter.
Por isso, quanto a ti, hoje resolvi avançar. Gosto de Ti. E não deixarei de gostar facilmente. Custou-me admitir. Aceitar. Hoje, acarinho este sentimento. Protejo-o dentro de mim porque é bonito, é espontâneo, veio sem o procurar e foi acontecendo sem notar. No entanto não o posso manter. Não nesta forma - apenas de mim para ti, e sem o poder dizer e mostrar.
Hoje da minha caixinha de sentimentos decidi que pessoas retirar, que pessoas manter e aquelas que vou manter e amar sempre.
Quanto a ti, não quero nem posso retirar-te de minha caixinha de sentimentos. Decidi retirar o sentimento de mulher e manter-te e amar-te sempre, mas como amiga.

by Vânia Isabel Medina
Série "Os 30 e a Cidade", Capítulo "Momentos Decisivos".
Imagem de Magnar Bornes