05/02/13

Há Pessoas

Há Pessoas" que tenho conhecido. E que abrem a porta quando bato. Às vezes com algo tão simples quanto uma palavra ou gesto delas, num único momento - que na maioria vezes não se dirigiu a mim especificamente, mas que me inspirou a ser melhor. Isto é meu Obrigada a essas pessoas!

Knock. Knock.
Ainda existem brilhos reais por aí? A espontaneidade. A verdadeira beleza – a sinceridade. A capacidade de mostrar um sorriso, e com a mesma naturalidade uma lágrima?
Sofre menos quem se esconde por detrás de um sorriso que não é real?

Vivo deste meu olhar do mundo que, apesar de não carregar a mesma inocência que me caraterizava há anos atrás, agora embrulhada na minha maturidade, não deixa de ser verdadeiro.
De se mostrar exatamente como se é. De sorrir quando se está feliz e chorar se a tristeza invadir. Transição de um momento para o outro que muitas vezes se dá no espaço de uma palavra dita e sentida, de um beijo negado, de um sentimento não correspondido.

Knock. Knock.
Há pessoas leais. Amigas? Que fazem um elogio verdadeiro sem estarem a esperar algo em troca. Simplesmente porque conseguem ver e dizer o melhor das pessoas e fazem-no de forma livre, como quem acarinha suavemente.
Pessoas educadas. Simples.

Há pessoas?
Que me compreendam?
Que não tenham medo de minha abertura à vida. Que não esperem que aja de forma bonita a toda hora, como se antes de sair de casa tenha ensaiado cada gesto, cada palavra, cada copo que levo à boca, cada passo para que não tropece. Como se houvesse espaço para representação e nenhum para a naturalidade. Espontaneidade.

Há lugares, há pessoas?
Com as quais seja possível conectar. Conversar. Abraçar. Beijar. Estar. Olhar em silêncio. Conhecer. Dar-se. Profundo. Sincero.

Hoje parece-me tudo tão superficial. Tão descrente. Ninguém se mostra. Porque o outro não quer ver. Porque não se sabe se o outro se vai mostrar. Porque ninguém mais tem paciência. Querem que todos estejam bonitos, no seu melhor. Sorrisos perfeitos.
Arranjem-me uma máquina fotográfica que eu possa carregar por aí e ver que nestes rostos há um cérebro. Nestes corpos há um coração a bater. E outros orgãos bem feios. De beleza esta ilha está cheia. Quero ver e sentir essa "feiura". Real. Deixem as máscaras para o Carnaval.

Deixem, por favor, de me dizer que estou errada por ser aberta às pessoas e à vida. Não me critiquem porque há dias em que não estou bem.Em que faço asneiras. Eu e cada um de nós somos sorriso e drama. Carregamos o seu peso e nos fazemos deles.
Sou muito consciente de meus defeitos. Sempre foi mais fácil percebê-los do que minhas qualidades. Por várias razões. Mas a cada dia vejo que pessoa sou. E que pessoas existem.

E não me canso de dizer –sou esquisita, mas sou eu, muito verdadeira, cheia de amor e sinceridade. Cada sorriso que dou é sentido. Cada tristeza também. De mim só levas palavras reais.
Cheguei ao limite em que não admito julgamentos – seja do que for, de quem não me conhece.

Não admito pessoas na minha vida que confundam a minha capacidade de amar, a minha educação, paciência com fraqueza e abusem dela. Expulso com ferocidade, que se iguala em medida à minha humanidade e doçura.
Não admito que ninguém me trate mal. Já deixei. Já perdoei. Inclusive a mim. Talvez seja isso – o facto de ter feito muito mal a mim de tantas e tantas formas e de ter conseguido perdoar-me, de ter conseguido renascer e avançar, fez-me capaz de perdoar os outros.

Até hoje tento não julgar as pessoas. Tento perceber o que os motivou a ter determinada atitude. Ouço-as. Tento perceber.
E o que peço delas é que da mesma forma que abraçam e admiram a minha luz, meu otimismo e minha alegria tão Budistas, que acarinhem este meu lado tão humano e cheio de defeitos, de tristeza e erros, momentos menos bons. E perdoem.

Há pessoas em nós. Pessoas Yin e Yang. Há que se abraçar ambos. É o que nos faz real. O equilíbrio entre essas pessoas. A quem lhe interessar apenas o Yang – seu e dos outros, não lhe interessa o que realmente importa – a pessoa, o todo. Por mais que assuste. Deve também aproximar. É assim quando se quer alguém de verdade.
Há pessoas em mim. Muitas. Minha essência é ser uma boa pessoa. Simples e crente. Sorriso. E assim quero ficar. Mas também sou aquela mulher que tem dias melancólicos, e que erra.

Cheguei ao impasse que tanto temia. De estar em cima do muro. Entre o que sempre acreditei e a descrença. Entre o amor imenso e o vazio. Entre o ser e sentir tudo e o sentir nada.
Antes que caia para o lado errado percebi finalmente que há pessoas por aí. Muitas. Que não interessam. Que não fazem parte.

Há também aquelas que interessam. E fazem por isso em cada momento que estão juntos.
Há pessoas por aí.

Peneirei e poucas ficaram.

By Vânia Isabel Medina
5 de Fevereiro de 2013

01/02/13

Click



by Tito Elbling "Body Heart"
When you see someone you like your body can instantly react...

When you see someone you like your heart can instantly react...

When you see someone you love both your heart and your body will instantly react...

 ........and that's the most amazing feeling ever  

by Vânia Medina

The Pursuit of Greatness

I have a deep sense of gratitude.

I have a good life.

I'm aware I've achieved some good victories.

But that is not enough.

I have this feeling that my potential is larger than who I am now.

I feel it...

And that's what moves me.

I wanna be great.  

By Vânia Medina

16/01/13

My Way

I don't believe in jobs for life

I am not in this game for fake stability

I play for hapiness

I don't have a career - I'm making one - step by step

I'm not finished

I'm working on me

I have goals

I have a way - MY WAY!

by Vânia Isabel Medina







03/01/13

by Kani Polat
So, this is it! How freedoom tastes like. I got up and I'm changing my life from this moment on.
Not in theory. I'm actually doing it.
Crossing boundaries. Breaking with everything I don't believe in anymore and all the things and people that are not good to me. I'm choosing the pursuit of happiness over stability. The unknow.
And I'm doing it with a smile.I'm packing my bag with a few clothes.
Because now I know that what matters is what I have on my mind and my heart.
Personal and Profesional experiences I've been thru.
That's what can make me succeed on my journey.
 
by Vânia  Medina

30/12/12

2012-2013: Eu, Eles, Nós


Já não me lembro da última festa de fim-de-ano a que fui. Hoje pensei – se calhar é porque passo o ano todo a celebrar as pequenas boas coisas que não preciso do último dia do ano para fazer uma festa. Depois de estar com família e os amigos, “ouvir pito”, deito-me em minha cama e acordo em 2013 com a energia que preciso para festejar os 365 dias seguintes.

Faço balanços o ano inteiro. São 365 dias de possibilidades. Cada dia, 24 horas de oportunidades. Não preciso do final do ano para recomeçar. Recomeço sempre que preciso. Que sinto ser preciso.

Antes do ano terminar, antes do outro começar já sei o que quero. Onde quero estar. Para onde vou.

E antes deste ano terminar já sabia o que queria terminar. Que laços queria romper.

Antes do ano terminar já sabia que pessoa sou neste momento.

Sinto-me hoje alguém mais paciente. Comigo. Menos com outras pessoas. Algumas. Aquelas que não sabem ser gentis. Que não sabem mudar.

Trato bem as pessoas. Digo-lhes o que de belo vejo nelas. Deixo-as verem-se comos olhos que as vejo e sinto.  É a minha contribuição para um lugar mais bonito. As flores têm espinhos e ainda assim são belas. Quando contemplamos e enaltecemos a beleza da flor é ela que prevalece e mesmo o espinho parece ser útil.

Magoa-me ainda que nem todos entendam esta minha natureza. Sou quase que esquisita. Quase que paradoxo. Muitas vezes indefinida. Nada fácil de entender. Mas verdadeira. Amiga.

Estranho procuramos sempre uma justificação para tudo. Uma frase pode ser apenas isso – uma frase. De mim para ti. Sem qualquer interesse oculto. Ou interesse apenas pela pessoa em essência.

Interessa-me a beleza e o espinho destas pessoas com quem me entrelaço porque delas me faço.

Assusta-me a intolerância e a falta de amor. De respeito. De carinho. De educação. De dar um abraço e fazer um elogio sem esperar nada em troca.

Percebo-me mais. Sinto-me mais segura. Ainda um pouco insegura em algumas coisas.

Descobri minha coragem. De partir. Procurar. Sei agora que a felicidade é mais importante para mim do que a estabilidade.

Escolhi ser feliz. Rescrever uma história que supostamente já estava toda descrita. A minha.

Estou cada vez mais consciente de meu todo - cabeça, coração, corpo. Sexualidade e sensualidade. Descobri que apaixono-me por pessoas. E apaixonei-me. Sabendo que do outro lado não havia nada. Senti-me feliz por sentir. Fui magoada. Muito. Mesmo por mim. Nestes momentos chorei. Mas levantei-me de novo. Também fui amada. Sou amada.

Tenho mais medo. Mas também mais esperança. Mais fé e mais coragem. Sinto menos dor. Protejo-me mais. Mas quando sinto, abro-me e digo.

Olho-me mais no espelho. Ainda sou mais consciente do meu lado negro e de meus defeitos de que meu lado bonito e minhas qualidades. Mas sei-me cada vez mais esta pessoa de paz. De sorriso. E riso. Também melancólica. Um pouco triste. Muito feliz. Sou muito Yin e Yang. Abraço ambos.

E ainda procuro-te. Mas hoje sei que provavelmente não te encontrei ainda porque ainda não me encontrei. Por isso cá vou eu – 2013, parto à procura de mim para encontrar nós dois.
Vânia Isabel Medina

 

 

 




07/12/12

Friendship...
           Motherwood...
                      Marriage...
                                   Loyalty...
 Quality Time...
Successful Women...
                            In love women...
   Red Wine Women...
            Passionate Women...
High Heels Women...
       Havaiana Women...
                     Convers Women...
Suit Women...
                                                  in a "Lipstick Jungle"!!!!!!

by Vânia Medina
Imagem da Série "Lipstick Jungle"


12/11/12

Carta de mim Hoje para mim Amanhã

Muitas vezes tomamos decisões hoje e mais à frente, em pequenos momentos, somos capazes de achar que seguimos a estrada errada, que não fizemos a escolha acertada. Escrevo hoje que tenho a certeza do que quero para que, mais à frente, nos momentos de obstáculos, de saudades, de tristeza (principalmente os mais persistentes) eu me lembre que tomei a decisão certa, que meu caminho é aquele que escolhi. Sou de um país e de uma família em que ante o desafio do desconhecido e as certezas de uma estabilidade opta-se por este último. Hoje ergo-me para contrariar esta tendência. Hoje ergo-me porque tenho asas e quero a mudança. Porque hoje olho-me ali à frente e vejo-me daqui a 5 anos a fazer mais do mesmo, a contribuir em nada – para minha felicidade e para algo que me faça sentido. Porque esta estabilidade que se coloca à minha frente como opção é o sinónimo de uma infelicidade. Quem na sua sã consciência escolhe a infelicidade? Muitos de nós o fazemos e renovamos esta escolha todos os dias não aceitando a mudança e recusando abraçar as oportunidades que se colocam à nossa frente. Quero acordar, sentir uma preguiça normal mas depois levantar-me ao lembrar-me que vou fazer uma coisa de que gosto muito e dedicar-me a ela toda a semana com todo meu amor e a paixão que me caracteriza. Chamo asas a meu passaporte. Então como posso ignorar que elas tenham chegado agora? Este é o momento certo. De cortar esta ligação que me faz mal. Começar de novo. Deixar um fio é uma desculpa para regressar assim que a primeira coisa não correr exatamente como se esperava. Escolhi ser esta pessoa, que não é perfeita, mas que possui uma forma de estar, que tem princípios, valores e uma ética profissional. E por ela tenho de abraçar este desafio e a mudança. Não me vejo bem a não ser a trabalhar no que eu gosto. Não me vejo bem senão a amar e a ser amada. Hoje decidi ter esta coragem, e deixo-a aqui registada para que amanhã ela sirva de motivo de orgulho e não de arrependimento.Se o mundo se mostra a mim sem fronteiras, porque eu tenho de insistir em criá-las para mim mesma? Reclamamos mas o mundo está a aberto a nós. Há outras oportunidades, há outros lugares, há outras pessoas. Esperem por mim. Estou a chegar.
by Vânia Isabel Medina

 




 

Coração, vamos conversar


Coração, vamos conversar...Estou um pouco cansada. Dorida. E sei que sentes esta dor também. Mas ainda acredito. E porque acredito temos que falar. A partir de hoje vais ter de escutar o que tenho a dizer e repartir teu reinado com a minha cabeça. Não penses que não te quero ouvir ou seguir mais. Respeito-te demais para isso. Valorizo o teu bater. Mas tens de reconhecer que nem sempre tuas decisões são as mais certas. Que muitas vezes é óbvio que não é aquele o caminho a seguir. Mas vais. Saltas! E apaixonas-te. E fazes declarações de amor. E amas como as crianças. Admiro esta tua espontaneidade. Tua capacidade de te dar. Amar. As pessoas. Abres-te a diferentes pessoas sem nenhum preconceito. Mas ouve-me coração, tens de deixar de ser tão teimoso. Tens de cortar a ligação com o que te faz mal. Mudar as tuas tendências de sofrer e chorar. Isto não é felicidade. Hoje decidi escolher a felicidade e só se tu me deres a mão é que consigo fazer isto. Tens de estar comigo nesta decisão e segui-la. Prometo-te que vamos encontrar alguém que nos ame de volta. Temos é de ter calma e paciência. E precisamos nos proteger. Não podemos nos arriscar a estar sempre expostos. Não podemos nos arriscar a deixar de acreditar. Esta é a minha essência maior, e dado que somos uno, a tua também. Vamos fazer um pacto? Um Yin e Yang. Em que ambos são válidos. Ambos têm voz. Metade, metade. Nenhum lado está errado. Ambos estão certos juntos. A decisão faz-se de sua união. Metade lógica, metade espontaneidade. Metade cabeça, e a tua metade coração.
by Vânia Medina

17/10/12