11/10/12


Vou beijar muitas bocas
As que tiver que ser
Todas
Até que não consiga imaginar mais como é teu beijo
Sentir teu jeito
by Vânia Isabel Medina

07/10/12

Ver-te ou não te ver


"A dor dói!(...)Acho que a minha alma precisa de um penso rápido."
in Peanuts by Charles Schulz

Se minha vida fosse um filme seria um drama. Recheado de dilemas. Nesta fase de minha vida, estou com mais um. Supostamente o dilema maior seria o “ir ou ficar”,  mas não. Até esta decisão parece-me fácil. Depende de mim, apenas. Do concreto. De meu querer. De fugir à estagnação. Às lágrimas. Libertar meu potencial. Meu dilema maior neste momento és tu. É esta coisa absurda que sinto. Que não percebo como pode ser possível. Não me faz sentido. Nada. Gostar de quem nunca toquei. Com quem pouco falei. Nenhum momento real de partilha. Mas que parece que conheço. E mesmo não sabendo explicar...faz todo o sentido. Este sentimento em que não há decisão. Minha. Não queria. Ainda não quero. Já tinha aprendido a viver de minha solidão. Fechada. De não acreditar. Gostar de ti. Irrita-me. Frustra-me. Não escolhi. Aconteceu. Não te olhei assim. Aconteceste. E consegui aceitar. Para minha sanidade mental, tive de o fazer. Gostar de ti. Faz-me feliz. Aquece-me. Confunde-me. Perco-me. Torço para não te ver e quero ver-te todos os dias. Se não te vejo, se não me cruzo contigo digo para mim mesma é porque não tens mesmo de fazer parte de minha vida. Conforta-me tua ausência em meu olhar. Porque aí sei que vai passar. Mais um cliché que me agrada - "longe dos olhos, longe do coração". Se te vejo, expludo de alegria. Coisa bonita. Conforta-me tua presença porque percebo que ainda estou viva e sou capaz de sentir. Meu coração começa a bater desenfreadamente. Sinto vida. Sinto. Não vejo nem ouço mais nada. E no segundo a seguir consigo sentir apenas tristeza. E doí. Caraças, como doí. Porque ver-te ou não te ver resume-se a ter-te ou não te ter. Não te ver é não te ter. Ver-te é sentir – tudo. Ver-te é saber o que nunca vou ter. E o dilema acaba aqui.

By Vânia Isabel Medina

04/10/12

My Double Infinity


Corto o cabelo. Visto-me de negro. Regresso aos meus piercings. Faço mais uma tatuagem. Abraço o desconhecido. Não tenho medo do duplo infinito. Sinto demais. Sempre. Tudo. Todos. Tudo é a mais em mim. Preciso mudar todos os dias. Nesta procura de mim. Perco (-me). Volto a reencontrar(-me). Às vezes sinto-me cansada. Mal-amada. A felicidade apenas ronda-me. Senta e bebe uns copos comigo. Vê-me a fumar um cigarro. Pousa numa fotografia junto a mim a sorrir e olhar para a Lua. Meu duplo infinito. Mas depois levanta-se e vai calada. Queria que a lua descesse e viesse fazer uma fotografia comigo. Hoje meia, amanhã cheia. Talvez assim ela ficasse. A tal felcidade. Procuro (-te). Não (te) encontro. Apaixono (-me). Não (me) corresponde. Saber de mim, que sou, o lado da cama a que pertenço. O meio não é mais meu jeito. Meu lado da moeda. Meu outro lado. Meu outro. Destruo-me. Mato-me. Literalmente. Resuscitam-me. Literalmente. Porque ninguém respeita minhas vontades? E mato (-me). E matam (-me). Faço um novo projeto. Será o (meu) problema o alicerce?Olho para mim ali à frente e viro as costas. Quero olhar, sim. Espreitar. Mas não saber tudo. Não ver tudo. Antevisão não toda a visão. Quero surpresas. Tenho mais para dar. Para ir. Para ver. Para destruir. Sentir. Construir. Sozinha. Junto. Amar. Doar. Dor. Receber. Dar. Partir. Ir. Não quero mais ficar. Estar. Preciso desta mudança. Hoje quero Londres. Se mudo (-me) agora, mudo (-me) ali à frente. Meu lugar é meu passaporte. Um novo carimbo. Tenho asas. Sou tão Yin. Sou tão Yang. I embrace both. Karma não me assusta. Eu é que o faço. Meu duplo infinito.  London I’m coming. Sintam saudades. Talvez aceite visitas. Não quero resgate. Não vou voltar. Não me vá buscar. Nem tu, nem ele, nem ela. Nem vocês - juntos ou separados. Só eu sei o (meu) caminho. Meu duplo infinito.
by Vânia Isabel Medina
Nota: "Double infinity significa a evolução quando observada de dois lados: o fisico e o espiritual. Um dos anéis de lemniscata é a jornada do nascimento à morte, o outro da morte ao novo nascimento. O ponto central é considerado o portal entre os dois mundos. Essa figura aparece em antigos desenhos celtas e no caduceu (cetro) de Hermes, o deus grego da comunicação (que leva as mensagens dos mortais para os deuses). Na antroposofia (filosofia espiritual sistematizada pelo austriáco Rudolf Steiner no século 19), a lemniscata ocupa um papel central porque representa o equilíbrio dinâmico, perfeito e rítmico do corpo."

10/09/12

Happy 3rd Anniversary "Not delivered"


Imagem by Daniel Pedrogam

Não que me tenha esquecido. Apenas não me apetecia escrever. Hoje a letargia já não é tanta, por isso cá estou eu!

Três anos, é a idade deste meu espaço pequenino, de que poucos sabem a existência, mas ao qual o Mundo tem acesso. Continua a ser meu lugar preferido. Porque não tem hora. Porque posso estar sozinha mas nunca só. Porque faz-me pensar e sentir. Quebrar estas barreiras que ainda me imponho.

Escrever continua a ser a minha voz maior. Alguém perguntou-me se eu não gostaria de ser escritora. Respondi que sim mas que não sou tão boa assim. E não o sou.

Tenho com a escrita uma relação aberta e o “Not Delivered” foi um cantinho que encontrei para fazermos amor. Quando me apetecer, embora tenha muitas vezes a vontade e nada de inspiração. Às vezes é ela que me procura. Uma vezes serenamente. Outras vezes é um ímpeto que não sei explicar. É no fundo o que sou, e assim ela é comigo - serenamente intensa. Como uma onda que vem intensamente mas que termina abraçando serenamente meu corpo nu, entra na alma e renova-a.

Nestes três anos, o que mudou? Muito. E nada. Continuo tão fiel a mim mesma. Ainda cometo erros. Mas não os mesmos. Ainda acredito. Mas nem tanto. Ainda gosto e apaixono-me. Menos. Quase nunca. Uma vez. Ainda preciso partir de tudo o que tenho. Para sentir saudades. E querer voltar. Ainda choro. Só de noite. Ainda fujo. De mim. Ainda morro. Para tal e qual uma fénix, renascer. E na escrita abraço todos estes meus momentos. É neste lugar que consigo mostrar-me despida até de mim mesma. Em mais nenhum. Aqui onde aprendi a falar. E três anos depois fico feliz porque agora também falo de cores, não apenas de meu cinzento.

Parabéns a esta relação e que seja por muito mais. Sem amarras mas com verdade e amor. Verdade de mim. Amor ainda por descobrir.
by Vânia Isabel Medina

20/08/12

Caixinha de Sentimentos


Normalmente fazemos determinações de mudança no final e início de cada ano. Eu aprendi a recomeçar em qualquer altura. Basta sentir que seja necessário.
Hoje acordei com vontade de mudar, dar um passo a frente  e falar do que me vai na alma.
Há momentos destes, em que sentes que deves avançar, em que sabes exatamente o que fazer, como fazê-lo, o que dizer, a quem.
Hoje, da minha caixinha de sentimentos, decidi que pessoas retirar, que pessoas manter e aquelas que vou manter e amar sempre.
Comecei por decidir que há pessoas que não quero mais em minha vida. Pensei que devia olhar estas pessoas nos olhos e explicá-las a razão pela qual me afastaria delas. No final, cheguei à conclusão que não valia a pena! Pelo mesmo motivo que as queria fora de minha vida. Não me merecem. Silenciosamente apaguei o perfil delas do meu grupo de amigos no Facebook, apaguei o contato no móvel e as mensagens que guardava com tanto carinho. Falta apagá-las de mim. Há certos clichés e frases feitas de que gosto e “o tempo cura tudo” definitivamente é uma delas.
Sei agora que há pessoas que quero manter em minha vida mas repensei o lugar delas e estavam num patamar muito elevado. E sem nenhum problema, coloquei-as abaixo disso.
Tenho conhecidos, e com estes continuarei a ter a mesma atitude amável, de respeito e humildade.
Faço amigos facilmente e continuarei a fazê-lo. São pessoas que fazem parte de minha vida, com as quais partilho vários momentos, aprendo,  e que inevitavelmente ficarão nela de alguma forma, sempre, nem que um dia a única coisa que digas seja um olá. Aquelas que mantenho mesmo quando me magoam, porque errar é humano. Perdoo. Porque o meu carinho por elas faz isto acontecer. Porque no final merecem estar no meu coração.
Grandes amigos, aqueles que não basta explicar, é preciso sentir. São poucos o que o conseguem ser, em minha vida. Hoje, tenho 4. Comparo-os com os dedos de minha mão, a qual fecho juntando os quatro e o polegar sou eu protegendo-os. São meu tesouro. Estes acarinharei ainda mais.

Descobri que tenho alguém a quem posso chamar “My Person”. Tenho um amor tão grande por ela que quero protegê-la até de mim e das coisas que faço que possam magoá-la. Vejo nela uma beleza que me comove e faz-me querer ser melhor.

Minha família. Minha marca maior. E hoje percebi que, mesmo estando neste momento numa das piores fases de nossa vida familiar, em que tudo parece estar em causa, ainda assim amo-os tanto que não os trocaria. Quero este Pai, esta Mâe, este Irmão, que é metade meu Filho.

Hoje, quis mais do que nunca olhar para ti e dizer-te tudo. Faltava só isso para que eu finalizasse este passo de mudança.

Toda a minha vida a procura maior foi deste Amor de Mulher e Homem, ou Mulher e Mulher.

Intensa, impulsiva, impaciente. São caraterísticas minhas que me fizeram viver o melhor e o pior das relações. Minha vida amorosa nunca foi monótona. Mesmo nos momentos em que decidia ficar sozinha parcecia que o Universo provocava e trazia paixões… e eu jamais recusei o “desafio”. Ainda assim tive sempre este sentimento de “something missing” e de entrega incompleta.

Agora conheço-te. Tudo mudou. Olho para ti e vejo-me a sentir… Como se meu corpo, minha cabeça e meu coração estivessem perfeitamente sintonizados. Não sabia que isso fosse possível. Em nenhum momento tinha conseguido tal proeza emocional.  

Apetece-me dizer-te “Gosto de Ti”. O porquê de não o fazer é que me dá a certeza do que sinto.

Hoje, pensando de mim para ti e de ti para mim, finalmente admiti que o sentimento do outro lado não é o mesmo, e por tal preciso avançar e decidir como ficas na minha caixinha de sentimentos.

É minha - e só minha, a responsabilidade de gostar de ti. Tu jamais o alimentaste, de forma alguma, jamais criaste qualquer expetativa em mim senão de uma amizade que poderia crescer entre nós. 

Este sentimento trouxe-me um dos melhores momentos de minha vida, do sentido do meu eu, de entrega, de calma e viver com alma.
Vi o quanto mudei nestes meses. A maturidade deste sentimento que me faz  estar e ser serena e paciente, tanto que escolhi, pela primeira vez, ficar calada ante a evidência. Coisa que nunca fiz desde que me tornei Mulher. 
Com ele veio também uma maior consciência de mim. Da minha insegurança, da falta de auto-estima que me faz agir como uma idiota em determinados momentos e que me diz que nunca gostarás de mim. Que acaba por ser compensada, em certa medida, – embora não a desculpe, pela segurança na minha personalidade e inteligência, no amor que dou, a paz que transmito e minha humilde abertura à vida e às pessoas, que me diz que terias sorte em gostar de alguém como eu. Da mesma forma que sinto ter sorte por gostar de ti.

Ficou também a certeza de minha natureza apaixonada, que prefere o real – ser tocada e amada. De alguém que quer o romance, mãos dadas, rir, conversar, estar. Viver emoções. Abraçar forte. A entrega física e emocional.

Não faço planos. Sou mais de viver cada dia intensamente. De entregar-me e sentir o outro a abandonar-se em mim, sem reservas. Não sei viver um amor platônico. Meu coração é intenso demais para isso. Meu corpo exige a presença. Dizer a olhar, a tocar. Não sou pessoa que queira esconder o que sinto. Não seria verdadeira comigo.

Sei que prefiro ter-te na minha vida como amigo do que não te ter.
Por isso, quanto a ti, hoje resolvi avançar. Gosto de Ti. E não deixarei de gostar facilmente. Custou-me admitir. Aceitar. Hoje, acarinho este sentimento. Protejo-o dentro de mim porque é bonito, é espontâneo, veio sem o procurar e foi acontecendo sem notar. No entanto não o posso manter. Não nesta forma - apenas de mim para ti, e sem o poder dizer e mostrar.
Hoje da minha caixinha de sentimentos decidi que pessoas retirar, que pessoas manter e aquelas que vou manter e amar sempre.
Quanto a ti, não quero nem posso retirar-te de minha caixinha de sentimentos. Decidi retirar o sentimento de mulher e manter-te e amar-te sempre, mas como amiga.

by Vânia Isabel Medina
Série "Os 30 e a Cidade", Capítulo "Momentos Decisivos".
Imagem de Magnar Bornes

13/08/12

Gosto de Ti!


Sei agora

Gosto de ti

Do teu olhar meigo, tua calma

Da cor de teus ollhos à sombra e à luz

Teu cabelo, qual seja o corte que tenhas

Teu sorriso, teu riso, tua voz e teu cheiro

A suavidade que sinto em ti

Gosto de tua poesia

Tua amizade

Teu humor

Agora sei que gosto de ti

Porque fico feliz só de te ver

Do simples toque de tuas mãos nas minhas

Num pequeno segundo, é tudo

Gosto de ti

Porque nunca quis saber tanto de alguém

De querer conhecer tudo de ti

O que há de mais belo

E teus defeitos

Sei agora que gosto de ti

Porque nunca quis tanto estar com alguém

Só de pensar em ti sinto-me mulher

Desejo-te e sinto a vida em mim

Fazes-me vibrar

Meu coração acelera

Gosto de ti

De como me fazes querer ser melhor e reinventar-me

Inspiras-me

A escrever, a ser, a querer, voltar a acreditar,

A sentir, a olhar e ver, libertar-me de meus medos

E finalmente, pela primeira vez

A querer amar – a ti!

Desta forma tão criança e mulher, inocente e sensual

Gosto de Ti!
by Vânia Isabel Medina

26/07/12

Quero-te de Presente


Hoje posso falar

Que te quero

Que te gosto

Que te sonho

Hoje posso beijar-te

É meu dia e quero-te de presente

Prometo que amanhã

Depois de muito de te abraçar

Fazer-te poesia

Entrelaçar-me a ti

Fazer amor contigo

Deixo-te ir

Tal e qual as crianças

Que recebem o presente e depois não o querem mais

Com a diferença de que eu te quero demais

E depois de te ter, nada e ninguém mais

E só te deixo ir

Porque não sei se queres ficar

Porque não sei se me queres
                                                by Vânia Isabel Medina
                                                29 de Julho de 2012 (Birthday)









21/06/12

My Yin & Yang

Wordless but Peaceful
Alone but not Lonely
Sad but not Unhappy
Hungry but only for Life
Moneyless but not Poor
Crying but still Smiling
Walking slow but I'll Get There
I embrace both my Yin and Yang

by Vânia Isabel Medina

07/06/12

Hitch

"Never lie, steal, cheat, or drink. But if you must lie, lie in the arms of the one you love. If you must steal, steal away from bad company. If you must cheat, cheat death. And if you must drink, drink in the moments that take your breath away."

and this one by Marlene Delgado: "And if you must regret, regret only the things you haven't done!"

29/05/12

When a Man is into You

A mantra for all the ladies who insist in fall for men who are not into them (to be repeated over and over till you act in conformity): It’s called  

“If a man really likes you…

He’ll find a way to tell you or show it even if he’s shy

He’ll try to be with you and he’ll miss you when he can’t

He’ll answer your messages and answer your phone calls no matter what time is it

Just in case he can’t do it on the moment you’ve called he’ll call you back on the first minute he can

He won’t cheat

He wants to be with you even when you do something wrong and he’s mad at you… so he won’t avoid you for long, sometimes not because he doesn’t want to but because he can’t –he can’t be away from you, your arms, hugs and kisses

He’ll take you to the same places he goes

At some point you’ll meet his friends and family and be part of it

He’ll see you and treat you as special as you are… and so on…”

Yes, he’ll ladies! No, don’t find excuses…repeat the mantra! So let’s stop wasting our time. Let’s stop finding excuses and quit focus on men who are not into you - the ones who doesn’t deserve you, shall we?
By Vânia Isabel Medina

23/05/12

Salada de Frutas


Uma das primeiras coisas com que me deparei quando fui estudar a Lisboa foi de que as pessoas se catalogavam conforme o estilo de roupa, música, gostos, forma de pensar, atitude perante a vida no geral. Já tinha visto em filmes de high school típicos norte-americanos, mas em Portugal dei por mim dentro daquela realidade. Os betinhos, os góticos, os hippies, os cromos…
Achei interessante. E, como é óbvio, tendo 18 anos e ainda não sabendo quem era, dei por mim a tentar definir-me, integrar-me, enquadrar-me num dos estilos. Começava tudo na parte do vestir. O pior é que eu gostava de alguma coisa em cada um deles e havia sempre qualquer outra coisa de que eu não gostava tanto.  Adorava o look fancy dos betinhos, as cores e o estilo à vontade, leve e confortável dos hippies, o ar misterioso, a maquiagem nos olhos e cabelo em negro dos góticos…Tive a minha fase mais gótica, a hippie, a betinha… mas em qualquer uma delas nunca vestia apenas aquele estilo.
Não demorou muito para que percebesse que eu era uma autêntica salada de frutas e que não havia nada errado nisso. Adoro vestir-me toda de negro e ter o cabelo preto; há dias em que me apetece vestir um vestido de marca, cortar o cabelo a chanel e por saltos altos, ou vestir o fato; outros dias em que quero saia comprida e colorida, chinelos e vou assim a uma festa. Sinto-me bem e eu mesma em qualquer um destes estilos. Não sinto que esteja a representar ou a ser um personagem mas sim que naquele dia sinto-me mais eu, bonita e confortável vestida daquela forma.
Mas não se limita ao estilo de vestir.  Passa pela música que se ouve.  Adoro música clássica, rock alternativo, jazz, r&b, ouço algum hip hop, reggae, e pop também. Pelos filmes que se vê. Adoro dramas, comédias românticas, suspense, musicais e vejo animação, ficção científica, acção. Pelos lugares que se frequenta. Adoro cidade e campo, bares in e tascas, bons restaurantes e uma boa roulote, acampar e um hotel confortável. Pelos amigos que se tem. Não preciso que estes sejam do mesmo estilo que o meu, que pensem exactamente como penso, que façam exactamente as mesmas coisas que faço. Eles são diferentes e com cada um aprendo, acrescento-me, fico mais rica.  
Algumas pessoas podem pensar que isto é ser-se indefinido. Mas prefiro, e aos 30 tenho certeza disto, ter esta cabeça aberta e gostar de estilos diferentes do que estar presa apenas a um conceito, a uma forma, e não dar chance a mais nada que não caiba nele. Até então só tive a ganhar. Claro que tenho certas preferências, um estilo que faz parte de minha vida de forma mais frequente. Mas recuso-me a que seja o único.
Adoro salada de frutas – é doce, é sobremesa, ou seja, gostosa, é saudável, tem diversidade. Como disse a Clarice Lispector, e se me achar esquisita, aprenda a respeitar porque até eu tive de fazê-lo – at the end of the day sou uma “pessoa salada de frutas”. Na minha forma de vestir, de ser, de estar, de gostar. E acreditem, a vida assim é sempre uma surpresa…estar sempre aberta a “conhecer uma fruta nova”,  experimentá-la e saber qual o sabor, a “vestí-la”, “vê-la”, “ouví-la”, “amá-la” e deixá-la fazer parte de minha vida.
by Vânia Isabel Medina

11/05/12

….E POR ISSO ME APAIXONEI POR TI


·         És meu amigo. Nunca me apaixonaria por alguém que não o fosse.

·         As tuas conversas gostosas. Os teus silêncios confortáveis.

·         A forma como sentes e o facto de dizeres sem reservas.

·         De teres tido paciência para me conhecer, esperar e estar sempre lá, ao longo dos anos.

·         De gostares sempre de mim, mesmo quando estive no meu pior.

·         Não forçares os momentos. Deixas tudo acontecer naturalmente como se tivesses a certeza de que no final tudo ficará bem.

·         A tua calma, essência de tua alma.

·         Teu beijo. O melhor de sempre, sempre.

·         A forma como me tocas. Como se a cada dia tentas descobrir cada recanto meu. Como se nunca sentiste nada mais do que minha pele, meu corpo, aquela curva no pescoço, o ondular no ombro, aquele canto escondido.

·         A forma como me olhas. Fazes-me vibrar com um simples olhar. Sinto-me mulher, a mais bela, a mais desejada e amada.

·         És capaz de escutar, mesmo quando não concordas com o que digo.

·         Consegues perdoar.

·         De seres capaz de me surpreender todos os dias.

·         Fazes-me rir.

·         De seres tão perfeitamente imperfeito . Amo os teus defeitos – aqueles pequenos, aqueles engraçados, aqueles insuportáveis.

·         Teu sorriso.

·         És a minha melhor parte.
by Vânia Isabel Medina

09/05/12

Escrever....Meu Lugar de Cura


Escrevo sobre o que sinto. Na maior parte das vezes do que nunca falo.

Escrevo para relembrar, para me encontrar – a criança em mim, a mulher de quem tantas vezes me esqueço, onde estou, para onde vou, onde quero chegar, as coisas em que acredito, a minha voz.

Escrevo para procurar. O que não encontro nas pessoas, as respostas que a vida não me dá, a minha paz.

Escrevo para ultrapassar. Aquelas derrotas do coração. Quando sou cruel para mim mesma. Quando deixo que o outro seja capaz de magoar-me.

Talvez por isso não tenha mágoas, arrependimentos. Talvez por isso ainda seja capaz de sorrir depois de tanto sofrer, depois de todas as minhas mortes. Talvez por isso seja capaz de ainda olhar para ti, de dar-te a mão se estiveres magoado e dizer-te coisas bonitas se precisares ouvir, de te escutar falar de teus amores e perceber que não faço parte deles. Talvez por isso seja capaz de ainda ser tua amiga, sem agenda, sem segundas intenções. Talvez por isso consiga perdoar tão facilmente e as pessoas não percebem porquê. Porque tenho este lugar de cura. Onde renasço. Onde decido ser esta pessoa imperfeita mas boa…Não, não sou pretensiosa mas sei que há o belo, o generoso, o inocente e puro em mim - embora poucas vezes seja capaz de o reconhecer... Muitas vezes o procuro neste lugar. Para me relembrar do meu valor.

É estranho que poucas vezes escreva para celebrar. Mas tento cantar também minhas alegrias através das palavras. Aquela felicidade que eu vivi, a que eu sonho viver. Sim, na escrita também sonho. Talvez nunca viva meus sonhos mas são eles que me mantêm sempre viva. É a esperança que também pincela a minha escrita.

Poucos sabem que tenho este meu lugar. Poucos deixo entrar. Ainda assim não pensem que me conhecem…Ainda assim tenho esta parte que é só minha e que só eu entro. Ainda assim tenho este lado inexplorado, onde nem eu entro. Sou muito mais do que isso. Sou este mistério mesmo para mim.
by Vânia Isabel Medina

04/05/12

10 Coisas que Quero Fazer Contigo

1. Colocar música em casa e dançar juntinhos, pulando, fazendo coreografias patetas;

2. Cozinhar juntos, bebendo vinho tinto e rindo muito;

3. Andar de mãos dadas e pés descalços na areia logo cedo e à noitinha;

4. Viajar tranquilamente, começando com uma ida a Santo Antão para passar um fim-de-semana longo no Art Resort, em época baixa;

5. Fazer uma tatuagem igual;

6. Adormecer agarradinhos em posição conchinha depois de fazermos amor;

7. Escrever um poema a 2  mãos - e se achas que não és poeta, logo se vê no que dá;

8. Deixar todos os dias um post it, com uma mensagem surpresa, escondido em lugares insólitos.

9. Partilhar uma aliança de ouro branco na mão direita;

10. Envelhecer juntos.